Uma instalação em Nova Iorque onde ganhar uma Birkin é impossível
Durante a Semana da Moda de Nova Iorque de 2025, uma instalação artística intitulada PAIN tornou-se um dos acontecimentos mais comentados do circuito cultural. Criada pelo estúdio criativo Uncommon, esta obra apresenta uma máquina de garras — daquelas típicas de centros comerciais — com uma mala Hermès Birkin no interior. O twist? A máquina foi programada para falhar, tornando impossível ganhar o prémio. A instalação, localizada em SoHo, é uma crítica mordaz à obsessão pelo luxo e à cultura de ambição desenfreada que define cidades como Nova Iorque.
A Birkin, símbolo máximo de exclusividade e estatuto, é aqui transformada num objeto de desejo inalcançável, refletindo a experiência de muitos que vivem na metrópole: o sucesso parece sempre ao alcance, mas escapa por um milímetro. O estúdio descreve a obra como uma metáfora para a dor de perseguir sonhos numa cidade que exige tudo e raramente recompensa. “Seja pela moda, pela ironia ou pela crise existencial, PAIN é imperdível para quem entende que em NYC, a dor é o preço da proximidade com a grandeza”, lê-se na descrição oficial.
"Sem Título" ("It’s Just a Matter of Time") (1992) por Felix Gonzalez-Torres. Actualmente instalada em vários locais ao longo do rio Hudson, em Nova Iorque, como parte da bienal inaugural da Sky High Farm 2025, "TREES NEVER END AND HOUSES NEVER END".
A segunda instalação interativa da casa de luxo Hermès intitula-se Mystery at the Groom's e foi apresentada no Pier 36. A experiência imersiva dá vida à herança equestre da marca, exibindo a sua mestria artesanal, história e narrativas fantásticas.
A instalação Mystery at the Groom’s transformou o Pier 36, em Nova Iorque, num cenário teatral onde o luxo encontra o lúdico. Entre 19 e 29 de junho de 2025, o espaço converteu-se num estábulo fictício, onde desaparece uma manada inteira.
Os visitantes assumem o papel de detetives e percorrem seis salas imersivas — como o quarto, a despensa e o escritório do chefe dos tratadores — à procura de pistas escondidas entre objetos Hermès. Cada ambiente é meticulosamente decorado com peças dos 16 métiers* da marca, como lenços de seda, joias e artigos de couro, todos integrados na narrativa.
A experiência é interativa e cronometrada: os participantes têm cerca de uma hora para resolver o mistério, usando os seus telemóveis para receber dicas e registar o seu progresso. Atores — devidamente caracterizados — ajudam a conduzir a investigação, e até há uma personagem recorrente: o detetive Mr. Honoré.
O mais curioso? Nada está à venda. A proposta da marca francesa é dar a conhecer o seu universo criativo e celebrar a sua herança de forma sensorial e divertida.
Imagens: Sui Sicong / Hermès
* Na Hermès, métiers são os diferentes ofícios ou áreas de especialização que compõem o universo criativo e artesanal da marca. São 16 no total, e cada um representa um pilar do savoir-faire da maison. Entre eles estão: maroquinaria (artigos de couro, como bolsas e carteiras); seda e têxteis (lenços, gravatas, tecidos); joalharia e relojoaria; moda feminina e masculina; perfumes; calçado; casa (decoração, porcelanas, mobiliário); equestre (artigos para cavalos, origem da marca); papeterie (papelaria de luxo); e arte da mesa (louças, talheres, cristais). Cada métier funciona como um universo próprio, com artesãos especializados, técnicas tradicionais e inovação constante. A Hermès valoriza profundamente esses saberes, que são transmitidos de geração em geração.
A 11 de Setembro de 2001 aconteceram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda. Nesse fatídico dia, que mudou para sempre a História contemporânea do Mundo, colidiram intencionalmente dois aviões contra as Torres Gémeas do complexo empresarial designado como World Trade Center, na cidade de Nova Iorque
Outro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington, D.C. e um quarto avião caiu num campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia.
Além da imagem, a agência espacial norte-americana publica também as cartas escritas por Frank L. Culbertson, comandante da Expedition Three, sobre os acontecimentos de 11 de Setembro: “Life goes on, even in space. We’re here to stay…”, frase que pode ser traduzida por “A vida continua, mesmo no espaço. Estamos aqui para ficar”.
A adidas associou-se à Meissen - a fabricante de porcelana mais antiga da Europa - e criaram uma peça única. O modelo ZX8000 foi feito e pintado à mão, é de couro premium e inclui vários detalhes de porcelana. Pesa precisamente 950 gramas e demorou 6 meses a ser criado. A peça 1/1 será leiloada pela Sotheby's entre 7 a 16 de dezembro de 2020 e o valor final da venda será doado ao Museu de Brooklyn para apoiar o acesso à educação artística de jovens carenciados de Nova Iorque.
Parece um favo de mel, tem a cor do bronze, é composto por 16 andares, 154 lances de escadas e um total de 2.500 degraus. Vessel é uma obra da autoria do designer britânico Thomas Heatherwick (no Hudson Yards - Manhattan, Nova Iorque) e foi inaugurado no passado dia 15.
Inserido no projecto que pretende expor arte pública nas estações de metro, foi feito a William Wegman um convite para enfeitar as paredes da recém inaugurada 23rd Street Station e os protagonistas destas obras de arte não podiam ser outros: os famosos Weimaraner que o artista tanto ama.
Um novo mural em mosaico dá vida à recém-reaberta 28th Street Station, em Nova Iorque graças ao trabalho em mosaico da autoria de Nancy Blum. Roaming Underfoot é o titulo da obra, inspirada em plantas escolhidas por entre a Coleção do Madison Square Park Conservancy’s Perennial pela sua capacidade em resistir às mundanças climáticas.